terça-feira, 14 de agosto de 2007

China na frente

Após conquistar a triste liderança no ranking dos países mais poluentes do mundo, ultrapassando os EUA, a China também conquistou a dianteira na formulação de projetos de MDL – Mecanismos de Desenvolvimento Limpo, que visam reduzir as emissões de dióxido de carbono. (ver post sobre Protocolo de Kyoto).

Os projetos do país representam 50% das emissões a serem evitadas (1,88 bilhão de toneladas de dióxido de carbono ou seu equivalente em outros gases). A Índia vem em segundo (880 milhões de toneladas) e o Brasil, em terceiro (204 milhões de toneladas).

Cada toneladas de CO2 evitada pode ser vendida aos países desenvolvidos obrigados a reduzir a poluição. Hoje, uma tonelada de dióxido de carbono vale em torno de 14 euros. Por este valor, os 231 projetos de MDL de empresas e outras entidades brasileiras receberiam, a preço de hoje, cerca de R$ 7,4 bilhões.

No Brasil, a geração elétrica é o setor que mais contribui para a redução de gases-estufa (140 projetos), seguido da suinocultura (38), aterros sanitários (25), indústria (11) e eficiência energética (9). A redução na emissão de dióxido de carbono lidera (65%) seguida do metano (34%). Os demais gases respondem por apenas 1% dos projetos.

Fonte: portal Terra

Mídia Limpa

Seguindo uma nova tendência na mídia exterior, que surgiu com a premiação no Festival de Cannes de um outdoor que captava energia solar e abastecia uma escola na cidade de Johannesburgo, na África do Sul, agora é a vez de Londres ganhar sua versão de “outdoor verde”.

Peças de mídia exterior com energia gerada pelo vento e pelo Sol estão sendo utilizadas para divulgar os produtos de energia limpa da NPower, empresa que oferece opções não poluentes para abastecer as residências.

Fica aqui a sugestão para o Projeto Cidade Limpa, que retirou diversas placas das ruas de São Paulo, devido à poluição visual. Quem sabe a substituição das placas que sobraram por outdoors deste gênero, deixe a cidade ainda mais limpa e sustentável.


Receita da sustentabilidade

Segue um trecho de texto muito interessante que retirei do site do portal Terra, através do qual o norte americano Andrew Savitz, autor do livro Empresa Sustentável, afirma que atualmente as empresas que buscam unicamente o lucro se tornarão insustentáveis.

“Segundo especialista, a empresa deve buscar o ponto de equilíbrio entre ganhos para seus sócios e investidores e uma gestão responsável dos pontos de vista social e ambiental. Na visão de Savitz, as empresas que se atêm à exploração dos recursos humanos e naturais em busca exclusivamente de lucro são empreendimentos insustentáveis, que encontrarão cada vez menos espaço num mundo em que a pressão de acionistas, investidores e consumidores por um comportamento social e ambiental responsável é crescente. "Sustentabilidade não é filantropia. Estamos falando de preservar, gerir e fazer bons negócios", disse o palestrante, segundo a jornalista Sílvia Lakatos, da Agência Indusnet Fiesp.

Savitz procurou mostrar as diferenças nas exigências para fazer negócios hoje e nas décadas de 1950 e 1970. "Nos anos 50, esperava-se que as empresas ganhassem dinheiro e fizessem filantropia. Nos anos 70, começaram a ser incorporadas as idéias de proteger o meio ambiente e assumir uma maior responsabilidade pelos produtos. Hoje, as empresas são cobradas para que promovam a diversidade, ajudem a recuperar o meio ambiente, combatam o trabalho infantil, monitorem a cadeia de suprimentos, promovam a saúde pública, gerem empregos e levem desenvolvimento para as comunidades em que atuam. E, é claro, precisam continuar ganhando dinheiro."

Fonte: portal Terra


Recorde de eventos climáticos

2007 é o ano dos recordes climáticos extremos. De acordo a agência meteorológica das Nações Unidas - WMO, nos meses de janeiro e abril as temperaturas das áreas de terra firme do planeta provavelmente foram as maiores desde que as medições começaram a ser realizadas, no ano de 1880. Neste contexto quase catastrófico, podemos incluir as enchentes na Ásia, as ondas de calor na Europa, neve na África, entre outros.

E olha que estamos ainda em agosto...

domingo, 5 de agosto de 2007

I count

Este comercial faz parte da campanha “I count”, que visa mobilizar as pessoas para que cada faça sua parte na batalha contra o aquecimento global, e também forçar o governo a tomar atitudes ambientalmente responsáveis. Só no lançamento da campanha no Reino Unido, mais de 70 mil pessoas aderiram à campanha.

Acabei de dar uma olhadinha no site, e agora já são 180 mil guerrilheiros ingleses conscientes da importância de fazer alguma coisa pelo nosso planeta. I count!

www.icount.org.uk

Fonte: site Update or die

Casa Verde - Dica 1

Na revista Go Outside do mês de maio, saiu uma matéria muito interessante sobre “construções verdes”. Segundo um estudo das Nações Unidas, melhorias na arquitetura e na economia de energia em prédios e casas são mais eficientes no combate ao aquecimento global que a diminuição da emissão de gases estabelecida no Protocolo de Kyoto.

Vou repassar estas dicas em posts separados, para facilitar a leitura. Muitas destas alternativas já estão disponíveis em nosso país, basta procurar no nosso amigo Google.

Dica 1 – Utilize madeiras certificadas

Na hora de comprar madeira, dê preferência aquelas com selo de certificação que garante que o corte é feito somente quando já deu tempo de toda área ser reflorestada, garantindo que a área nunca fique desmatada.

No Brasil, a Ecoleo do Rio de Janeiro é a primeira empresa revendedora de madeira certificada. Um painel de eucalipto de 2,30 x 0,60m sai por R$ 100,28.

www.fsc.org.br

Fonte: revista Go Outside

Moda sustentável

Esta é para quem quer vestir literalmente a camisa da eco-responsabilidade. A marca de roupas esportivas Track&Field lançou uma série de camisetas confeccionadas a partir de fibras recicladas de garrafas PET, combinadas com algodão.

Para quem não sabe, as garrafas PET estão na lista dos principais poluidores do meio ambiente. Basta dar uma voltinha pela cidade para ver a enorme quantidade destes plásticos sujando terrenos vazios, rios, etc.

As camisetas, dois modelos femininos e dois masculinos, tem estampas com o panda da WWF e um aplique na manga que quando exposto aos raios ultravioletas, aparece em tom rosado com a frase "UV Warning, Wear Sunscreen, Track & Field".

Parte da renda com a venda das camisetas será revertido para projetos sociais da entidade no Brasil. www.tf.com.br




terça-feira, 17 de julho de 2007

Não deixe morrer...

Comercial do Partido Verde da Bélgica. Inteligente, simples e direto.

Mochilas solares

Uma forma “cool” e bastante interessante de poupar um pouco de energia. Estas mochilas e bolsas que já estão à venda lá fora (não achei por aqui), são confeccionadas com painéis solares capazes de carregar o celular, mp3, PDA’s, câmeras digitais, entre outros. Infelizmente, sua capacidade ainda nao é suficiente para carregar um laptop, mas com certeza vão chegar lá.


Se alguém encontrar uma dessas por aqui, manda o nome da loja por e-mail. : )

Para publicitários e marqueteiros de plantão

O texto a seguir, é a reprodução na íntegra de um panfleto “anônimo” distribuído no maior festival de propaganda do mundo, o Festival de Cannes 2007. Sem uma identificação de autor precisa, seu conteúdo é direcionado aos profissionais de comunicação e fala sobre temas como consumo, ativismo e meio ambiente. Vale a reflexão.

A Hipótese do "Google Feedback"


Imagine este cenário: Googlebots navegam pela web procurando por frases que incluam as palavras ’Eu quero...’. Em todos os idiomas. Isso é o tipo de coisa que o AdSense faz, de qualquer jeito. Agora imagine o Google dando esta informação para companhias investidoras que analisam estes desejos demograficamente, geograficamente, etc. Eles descobrem uma constelação de desenvolvedores, advogados e consumidores que estão começando a formar um mercado experimental para, digamos, carros elétricos. E começam a investir em indústrias que desenvolvem e defendem esse produto. Blogs sobre o assunto vão aparecendo enquanto o debate sobre a tecnologia se espalha.



O próximo ponto é o mais interessante: as pessoas começam a perceber que estão sendo ouvidas. Este retorno deflagra a criação e ajuste de ambientes de mercado para estes assuntos ’ouvidos’, a partir da idéia de que o ato de expressar e compartilhar tais desejos nos levaria a uma espécie de Governança de Código Aberto, acima das forças de produção. Projeções de mercado começam a aparecer e mercados especulativos são criados com o propósito de aplicar estas previsões, também conhecidas como ’Mercado de Informações, Mercado de Decisão ou Mercado de Idéias’, onde pessoas são desafiadas a colocar seu dinheiro e fazer apostas sobre o futuro. A partir daí, a indústria estabelece seus investimentos e passa a fazer parte deste diálogo.



Em outras palavras, muitas decisões econômicas e políticas são alcançadas coletivamente, e os consumidores começam a trabalhar em conjunto com estas forças.



Quem não entra nessa?

O problema é que isso está acontecendo em um momento da história onde os políticos do planeta não estão trabalhando juntos de jeito nenhum. Testemunhamos a falência do encontro do G8 agora em junho na Alemanha. A consciência coletiva está apenas acordando para esta realidade.

"

Abrindo a mente capitalista



Quando a sobrevivência se transformar em uma questão global (vide o Live Earth), aí sim a consciência por si mesma deverá se transformar em uma força global que encare estes fatos e acontecimentos. Nós precisamos desenvolver uma síntese de decisões político-econômicas em escala global.



Junto com os nossos clientes.



Nossa sobrevivência depende disso.



Contatos: treehaus@gmx.net

Fonte: Meio e Mensagem

domingo, 15 de julho de 2007

Desligue da tomada

Segue um texto da agência de notícias Reuters que alerta para o crescimento acelerado do número de equipamentos eletrônicos em casa e o conseqüente aumento do consumo de energia elétrica. Como é possível perceber, desconectar os aparelhos de uso não constante da tomada é uma atitude inteligente tanto na parte de preservação da natureza, quanto para o próprio bolso.

Boom de eletrônicos eleva consumo de energia.

Equipamentos de alta tecnologia responderão por quase metade do consumo total de energia em um domicílio britânico típico em 2020. O Energy Saving Trust (EST), da Grã Bretanha, afirmou que os eletrônicos superarão os eletrodomésticos e a iluminação como maiores causas de consumo doméstico de energia.

O relatório, "The Ampere Strikes Back", afirma que os aparelhos novos freqüentemente consomem mais energia do que modelos passados, e muitos ficam em standby em lugar de serem desligados. Alguns nem mesmo dispõem de um botão de desligar. "Não só há muito mais aparelhos em um lar médio mas muitos deles vivem em estado de prontidão permanente para a ação", afirma o relatório.

Em 1982, apenas três por cento dos domicílios dispunham de um computador pessoal, ante 60 por cento hoje. Da mesma forma, a presença de impressoras subiu de 0,8 por cento para 58 por cento dos domicílios do país. As residências muitas vezes têm mais de um televisor, e as pessoas vêm comprando mais aparelhos de tela grande, que consomem mais energia, segundo o relatório. Em 2020, os televisores em standby consumirão 1,4 por cento de toda a eletricidade usada em domicílios, prevê o relatório.

A despeito das tentativas de alguns fabricantes de produzir aparelhos mais eficientes do ponto de vista energético, certos modelos de rádio digital ainda usam quatro vezes mais energia do que produtos analógicos semelhantes, informa o relatório. A elevação no número de domicílios com um único morador - muitos dos quais são equipados com televisores de tela grande, conectores de cabo e Internet, computadores, consoles de videogame, gravadores de TV e música, e rádios digitais- vai elevar ainda mais o já alto consumo de energia.

Segundo o EST, os domicílios britânicos poderiam economizar 37 libras ao ano em suas contas de energia se desconectassem os aparelhos das tomadas. Philip Sellwood, presidente do EST, aconselha: "Pense sobre como você usa seus aparelhos e desligue o equipamento desnecessário, e também combata o impulso de manter os aparelhos antigos quando adquire produtos novos".

Fonte: Adnews e Reuters

Mais sacolas biodegradáveis

Há alguns dias postei aqui no blog um texto falando dos benefícios ecológicos trazidos pelo uso das sacolas oxi-biodegradáveis, inclusive como uma dica para empresas que querem conquistar o consumidor com uma imagem ambientalmente responsável.

Pois a boa notícia é que parece que a sacolinha vai pegar mesmo. Um projeto de lei do deputado paulista Sebastião Almeida já foi aprovado pela Assembléia Legislativa e, se sancionado pelo governador José Serra, vai obrigar lojas e supermercados de São Paulo a oferecer a sacola de plástico biodegradável a partir do ano que vem.

Aqui no Paraná, as redes de supermercados Condor e Super Muffato também aderiram ao uso desta tecnologia, o que representa mais de 100 milhões de sacolas/mês não poluindo por centenas de anos o meio ambiente. Além disso, segundo uma amiga minha que trabalha na Prefeitura de Curitiba, nas feiras de alimentos organizadas pelo município já estão sendo utilizadas as sacolas oxi-biodegradáveis. Tomara que a moda pegue.

Táxis híbridos

Funcionando com motores que combinam gasolina e eletricidade, os táxis híbridos prometem tomar conta das ruas de Nova Iorque. Segundo o prefeito Michael Bloomberg, em 2008 já serão 1000 táxis com esta tecnologia, nos modelos Prius e Highlander da Toyota e Ford Escape. Em 2012, também serão introduzidos na frota modelos com motores de hidrogênio.

Esta substituição dos modelos convencionais por híbridos faz parte de um plano chamado PlanNYC, que visa reduzir as emissões de gás carbônico da cidade em 30% até 2030.

Para um país que não assinou o Protocolo de Kyoto, já é um bom começo.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Avião Verde

Novidade ecológica no ar. A Boeing apresentou neste último domingo seu novo 787 “Dreamliner”, com o qual a empresa promete revolucionar o tráfego aéreo por suas características inovadoras, econômicas e amigas do meio ambiente.

Segundo o que eu entendi, o grande diferencial da aeronave é que em sua construção será utilizado 50% menos de alumínio, substituído por materiais como a fibra de carbono, duas vezes mais leve. Graças a isto, o avião gastará menos combustível, reduzindo a emissão de poluentes.

Melhor que isto, só garantindo que além de preservar o meio ambiente, ainda não atrasa nos nossos aeroportos. : )

Valeu Erica Abe pela notícia. Fonte: www.g1.com.br

sábado, 7 de julho de 2007

Festival da Consciência

Este post foi mandado pela minha mais nova amiga de Brasília, a Erica. Nos dias 14 e 15 de julho vai acontecer na capital federal o Puroritmo, um festival que reúne música, alimentação orgânica, projetos culturais, palestras e mostra de filmes com temática ambiental, entre outros.

Segue o texto de divulgação e o site para quem quiser saber mais. Valeu Erica Abe!

"No movimento de "ecologização" de atitudes, buscamos o entretenimento saudável, o cuidado com a natureza e com as pessoas, com o simples e o belo. Estar presente em lucidez é a essência deste encontro. Elementos da natureza e da cultura se congregam em sintonia com práticas sustentáveis de vida rumo a um novo caminhar sobre o planeta, buscando a integração e a consciência."

O Festival acontecerá no Sítio Geranium, espaço maravilhoso de se conhecer situado a apenas 25 km da rodoviária do plano piloto. Local e programação: www.puroritmo.org.br

Notebook biodegradável

Uma amostra de como muitas empresas estão empenhadas na utilização de materiais melhores para o meio ambiente. A nova linha de notebooks da Asus usa peças intercambiáveis feitas de materiais como madeira, fibra de papelão e bambu.

As especificações técnicas ainda não foram divulgadas, mas já dá pra ver que o visual ficou bastante atraente, além de não deletar a natureza.

Informação retirada do portal Terra.

Use menos papel

Fantástico! Para incentivar a população de Nova Iorque a utilizar menos papel, o Greenpeace fez uso de uma idéia genial: ao invés de colocar a mensagem nos cartazes de papel que vão dentro dos abrigos de ônibus, simplesmente retirou todos os cartazes, ficando no local apenas um pequeno texto no canto inferior: “Use less paper” (Use menos papel).

Parabéns para a agência DraftFCB que criou esta peça totalmente coerente.

Não mexa com os búfalos africanos

Este vídeo está pipocando na internet e já foi visto mais de 6,5 milhões de vezes. Segundo consta, foi capturado por um turista no Parque Nacional de Kruger, na África do Sul. Vale a pena ver esta batalha da natureza.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Car-sharing

Muito bacana esta iniciativa que encontrei em um blog português promovendo o car-sharing.

A idéia é basicamente a seguinte: você coloca no blog seu nome, contato, onde mora, seu destino habitual e que horas vai e volta. Assim, quando um grande número de participantes estiver no blog, é bem provável encontrar alguém que faça um roteiro parecido ou igual ao seu. Aí é só se comunicar e pronto: você ganhou um novo amigo para dividir o uso do carro e a natureza um veículo a menos poluindo.

http://ecocar19.blog.pt

Black Google















Essa é boa... uma empresa australiana chamada Heap Media criou uma versão preta (e mais ecológica) da search engine mais famosa do mundo: o google.

Partindo da informação de um blog sobre TI sustentável de um sujeito chamado Mark Onktush, que dizia que uma página totalmente branca gasta cerca de 74 watts enquanto uma página totalmente preta gasta somente 59 watts, a empresa australiana criou o Blackle – www.blackle.com

Use Blackle, Save The Planet
Blackle - The Green Google

Alguém sabe quanto gasta a cor verde?

Fonte da notícia: Update or die

Live in Rio?

O que era para ser um show em prol do meio ambiente, virou um show de brigas judiciais. O Live Earth, considerado o maior evento de consciência ambiental já realizado na história, cujo objetivo é reunir no dia 7 de julho mais de 100 atrações musicais de peso em oito cidades espalhadas ao redor do mundo, corre o risco de ter sua versão brasileira cancelada nos tribunais. O motivo: segurança.

Desde o dia 3, liminares liberando e suspendendo o evento se alternam nas páginas de notícia. Segundo uma das promotoras que trabalha no caso, a PM do Rio alega não ter efetivo suficiente para dar segurança ao público esperado de 700 mil pessoas, pois todas as tropas estão concentradas na cobertura dos Jogos Pan e no complexo de favelas do Alemão.

Enfim, se esta proibição realmente se confirmar, será uma perda não só para o Brasil que deixa de ter seu nome na história do evento, mas também para todo o público que perderá a chance de ver um grande “encontro” verde e de graça (o Rio seria a única cidade onde o Live Earth é gratuito).

Resta para nós torcer e ver no que vai dar. Caso seja liberado, quem não estiver no Rio pode ver a cobertura do evento pelo Multishow. Tomara que além das balas perdidas, o Rio também não seja a cidade da consciência ambiental perdida.

www.liveearth.org


segunda-feira, 2 de julho de 2007

Vamos apagar as luzes?

31 de março de 2007. Neste dia, durante o período de uma hora, 2 milhões de habitantes da cidade de Sydney apagaram suas luzes em uma ação brilhante criada pela agência Leo Burnett para a organização WWF.

Chamada de 60 Earth Hour, esta ação tinha como objetivo mostrar que um pequeno ato individual pode gerar grandes efeitos quando se trata de preservação do meio ambiente e aquecimento global (Guerrilha Verde!!!). Para isto, anúncios em diversas mídias convidaram a população a participar deste evento com hora e data marcada. (veja o comercial abaixo)

Como resultado, a ação reduziu o gasto de energia da cidade em 10.2%, o equivalente a retirar 48.000 carros das ruas por uma hora, além de incentivar muitas outras cidades a repetir o 60 Earth Hour em 2008.

Ah! E a agência ainda levou o maior prêmio da comunicação mundial com esta criação, o Leão de Cannes. Como publicitário, bato palmas e apago a luz.

Sacolas oxi-biodegradáveis


Ainda lembro como se fosse hoje: entrei em uma loja Boticário para comprar um produto do tamanho de uma caneta Bic e, na falta de uma sacola menor, me deram uma que cabia a loja inteira. Num momento quadrúpede, eis que aceito aquela “singela” sacola como se fosse a coisa mais normal do planeta e vou saindo da loja para encontrar minha ex-namorada que aguardava na porta.

Pra que… ao ver aquele monstro de plástico praticamente vazio sustentado por uma de minhas patas, ela largou um olhar que misturava tons de perplexidade e indignação que muito me lembraram aqueles que a gente leva dos pais nas cagadas da infância. Para completar, ainda veio o golpe final: “mas por que você não colocou no bolso?”. Enfim, o namoro não terminou naquele dia, mas bem que eu merecia ter levado o pé na bunda.

Conto esta breve história porque se a sacola fosse como esta que encontrei no site da Funverde - www.funverde.org.br - o olhar de reprovação teria sido muito menos traumático. São sacolas oxi-biodegradáveis, cujo tempo de deteorização na natureza é de aproximadamente 18 meses, contra 500 anos de uma sacola normal.

Segundo os dados contidos no site, o mundo consome 1 milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. É o resíduo que mais polui as cidades e campos. Prejudica a vida animal, entope a drenagem urbana e rios, contribuindo para inundações. A cada mês, 1 bilhão de sacos plásticos são distribuídos pelos supermercados no Brasil.

Fica aqui a dica para as empresas que quiserem colaborar com o meio ambiente e ter um grande diferencial para sua marca. Assim como a minha ex-namorada, muitos consumidores estão de olho.

domingo, 1 de julho de 2007

Dez coisas a se fazer sobre o aquecimento global

Ainda motivado pelo belo filme do Al Gore, segue um texto que copiei do site Ecotrip, que por sua vez foi retirado do site Overmundo. É uma tradução e adaptação do texto original contido no site do filme sob o título “10 Simple tips”.

Por Roger Moore

DEZ COISAS A SE FAZER

Você quer ajudar a parar o aquecimento global?
Aqui estão 10 coisas que você pode fazer (e também a quantidade de dióxido de carbono que você vai deixar de emitir).

1. Troque uma lâmpada
Substituir uma lâmpada comum por uma lâmpada fluorescente evitará a emissão de 80 quilos de dióxido de carbono por ano.

2. Dirija menos
Ande, vá de bicicleta, faça revezamento de carros e use o sistema de transportes com mais freqüência. Você deixará de emitir 1 quilo de dióxido de carbono por cada 3,5 km que você deixar de dirigir.

3. Confira os pneus
Manter seus pneus calibrados corretamente pode diminuir em mais de 3% o consumo de gasolina/álcool. Cada litro de combustível economizado reduz 2,5 quilos de emissão de dióxido de carbono na atmosfera.

4. Use menos água quente
Aquecer a água demanda muita energia. Instale um chuveiro de baixa pressão e você deixará de emitir 180 quilos de dióxido de carbono por ano.

5. Recicle
Você pode reduzir 600 quilos na emissão de dióxido de carbono por ano se reciclar o lixo produzido em sua casa.

6. Evite produtos com muitas embalagens
Você pode deixar de emitir 600 quilos de dióxido de carbono se diminuir em 10% a quantidade de lixo que produz.

7. Coma menos carne
A produção de 1 caloria de proteína animal queima dez vezes mais combustíveis fosseis e emite dez vezes mais gás carbônico que a produção de 1 caloria de proteína vegetal. O Brasil ocupa o quarto lugar com maior responsabilidade pelo efeito estufa por conta das queimadas para pastagens.

8. Plante uma árvore
Uma única árvore absorverá 1 tonelada de dióxido de carbono durante sua vida.

9. Desligue os aparelhos eletrônicos
Simplesmente desligar sua televisão, DVD player, som e computador quando não estão sendo utilizados, reduzirá a emissão de toneladas de dióxido de carbono por ano.

10. Espalhe essas informações!

Assista, assista, assista!

Antes tarde do que nunca, acabo de assistir ao “Uma verdade inconveniente”, filme documentário do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore. E orgulhosamente admito: acabo de nomeá-lo membro honorário do Guerrilha Verde. O cara é um verdadeiro guerrilheiro, indo de cidade em cidade, país em país, com sua apresentação alertando sobre o aquecimento global.

A didática com que ele explica por A mais B as mudanças catastróficas que estamos provocando no meio ambiente realmente impressionam, assim como toda a produção do filme. É uma porrada que bate fundo mesmo, com direito a mensagem final e trilha sonora que tirando o Bush, deixa todos com aquela lágrima no canto do olho.

Fica aqui mais do que uma dica, um pedido para que quem ainda não assistiu, passe hoje mesmo na locadora. Segue o trailler para ir esquentando…literalmente.


Comercial do Greenpeace Brasil

Bela idéia da agência Almap. Daqueles comerciais para ver, parar e pensar. Bem que podia ser veiculado no intervalo da novela das oito, nos picos de Ibope. Aliás, que maravilha seria se este comercial tivesse a mesma exposição dos irritantes comerciais das Casas Bahia com aquele rapaz, lembra?

E aí, quer destruir quanto?

Deixe o carro em casa


Tudo bem que a iniciativa não é tão simples: depende de uma boa estrutura da cidade (Curitiba é ótima) e do tempo (Curitiba é péssima), mas sem dúvida os benefícios valem a pena. Já pensou um dia em largar seu carro em casa e ir trabalhar de bike?

A Bike to Work é uma organização não governamental que incentiva e promove o uso da magrela como meio de transporte. Além de ficar de bem com a natureza reduzindo a emissão de CO2, é uma excelente maneira de manter a forma e ficar de bem com o espelho.
www.biketowork.ca

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Antes de buzinar, lembre que eles estão salvando seu planeta

Que atire a primeira lata de alumínio quem ao menos não exclamou um interno e silencioso “puta que pariu” quando teve seu carro atravancado no trânsito por causa de um catador de papel andando na rua. Pois bem, na excelente matéria da revista Trip deste mês, é possível constatar a importância deste herói esquecido pela sociedade.

Segundo estimativas, existem só em São Paulo mais de 20.000 carrinheiros que retiram das ruas, cada um, 600 quilos de lixo por dia. Graças a este exército, o Brasil é hoje líder mundial na reciclagem de alumínio, e as ruas estão menos entupidas de latas, plásticos, papel, etc.

Agora olha isso: segundo os próprios carrinheiros, o pior inimigo que eles encaram todos os dias não é o peso, o sol forte ou a chuva insperada. É a própria prefeitura e a polícia, que muitas vezes assumem o papelão não reciclável da ignorância e descem o pau nos dignos trabalhadores.

Puta que pariu!!!

Guerrilla Gardening

Pás, mudas, sementes e vontade. Munidos destas armas, ativistas de um movimento chamado Guerrilla Gardening saem na madrugada para transformar áreas abandonadas da cidade em pequenos canteiros e jardins. Iniciado em Londres no ano de 2006, este movimento já se espalhou para outros cantos do mundo, como China e Canadá. Seus adeptos guerrilheiros são recrutados através de comunidades online e muito boca-a-boca. Para quem quiser saber mais, segue um video da coisa na prática e o site: www.guerrillagardening.org

domingo, 17 de junho de 2007

Créditos de que?

Créditos de carbono. Ultimamente tenho lido muitas reportagens citando este novo termo eco-econômico. Pois bem, mas que diabos ou santos são estes? Se você, assim como eu, ficou meio boiando mas fingiu entender tudinho até o fim, veja este breve resumo que fiz para entender o assunto, pesquisando algumas coisas na internet. Se você já sabe do que se trata (de verdade), pode pular para o próximo post.

Podemos dizer que créditos de carbono são os valores monetários da poluição. Após inúmeras constatações científicas de que a emissão de CO2 feita por nós terráqueos é o principal causador do aquecimento global, um encontro das Nações Unidas realizado em 1997 – a Conferência das Partes - estipulou que os países desenvolvidos deveriam reduzir a emissão de gases poluentes em 5,2% até o ano de 2012. Nascia ali o Protocolo de Kyoto.

Para cumprir estas metas estabelecidas, empresas dos países desenvolvidos (principais emissores de poluentes) devem aplicar os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), que consistem na busca por tecnologias limpas e não poluidoras, além de práticas de desenvolvimento sustentável.

Caso não consigam cumprir suas metas, as empresas devem comprar os Créditos de Carbono, que são certificados emitidos por agências de proteção ambiental em dólares e comercializados na Bolsa de Valores. Ou seja, se a empresa não atingir sua cota de redução, deve comprar certificados de empresas menos poluentes (geralmente de países em desenvolvimento), fechando assim a sua conta da poluição. Por convenção, cada tonelada de CO2 emitido equivale a um crédito.

Agora fica a pergunta: é certo estipular um valor monetário para o poluição? De um lado, estudiosos afirmam que num mundo capitalista como vivemos, esta é a única forma de se fazer algo realmente eficaz para a causa ambiental. Do outro, muitos afirmam que os Créditos de Carbono apenas servem para avalizar a emissão de gases poluentes pelos países desenvolvidos, além de criar um interesse puramente comercial em torno do tema.

E aí, de que lado você está?

Em tempo: os EUA (principal poluidor) não assinaram o Protocolo de Kyoto, alegando um provável retardamento da sua economia, e também que os dados científicos não comprovam 100% que os humanos são os causadores do aquecimento global. Ok, eles não são humanos…

Garrafas biodegradáveis

Uma boa notícia na área dos biodegradáveis. Recebi um e-mail de um amigo indicando este site de uma empresa britânica de garrafas de leite que promete o fim das garrafas de plástico.

Segundo informações, a Inglaterra produz anualmente 9 bilhões de garrafas de plástico, e apenas 7% disto é reciclado. Para quem quiser saber mais www.greenbottle.com

Bem-vindos ao Guerrilha Verde

Bem-vindos ao primeiro post do Guerrilha Verde. Para dar este pontapé inicial, resolvi colocar algo que acredito muito e que está no texto explicativo deste blog: a função do marketing de conscientizar, divulgar e incentivar ações de preservação do nosso planeta.

Achei muito bacana este outdoor da WWF - criado pela agência DraftFCB de Toronto que utiliza o sol para alertar sobre a elevação do nível dos oceanos causada pelo aquecimento global. Tomara que este não vire paisagem.

www.saveourclimate.ca